Nosso sócio Wesley Fernando, líder da Caveira Kickboxing, divide as experiências dos últimos dez anos de envolvimento com artes marciais e a carreira de militar
Wesley “Lelo” Fernando, nasceu em 10 de julho de 1988, tem um filho, relacionamento estável e é faixa preta 2º dan de kickboxing reconhecido pela Confederação Brasileira de Kickboxing (CBKB), líder da equipe Caveira Kickboxing ele têm entre os principais sonhos ampliar a estrutura da academia onde ministra aulas.
Na última sexta-feira (23), “Lelo” dividiu as experiências obtidas ao longo dos últimos dez anos se dedicando ao esporte, sejam elas na área do muaythai, jiu-jitsu ou a grande paixão da vida: o kickboxing. Ele contou ainda como a carreira de militar o influenciou na visão dos treinos e dia-a-dia. Confira a entrevista na íntegra:
Portuários Stadium: Você é faixa preta 2ª dan de kickboxing e sabemos que para alcançar tal graduação demanda tempo. Há quantos anos tem se dedicando a modalidade?
Wesley Fernando: Sim, sou faixa preta. Fui graduado preta em 2016 e alcancei o 2° dan no ano passado. Estou nessa caminhada desde 2008, tive que parar algumas vezes por diversos motivos, porém, sempre retornava.
PS: Como aconteceu o primeiro contato com a modalidade?
WF: Busquei o esporte para melhorar minha qualidade de vida e defesa pessoal. Recebi o convite e gostei, com o passar do tempo dei seguimento na modalidade. Mas na época não havia tantas instruções como hoje em dia.
PS: Além do kick também praticou jiu-jitsu e muaythai. Por que houve uma inclinação maior para o kick?
WF: Sigo a seguinte filosofia ‘é melhor saber e não usar. Do que precisar, e não saber’. O jiu-jitsu pratiquei porquê senti necessidade de conhecer outras técnicas que eu pudesse utilizar em algum momento de combate. O muaythai conheci através do Edvor Dias [líder do Centro de Treinamento Black Mamba] que, assim como eu, veio do kickboxing e se dedicou ao muaythai, em função da nossa amizade e resisti ao convite. Adotei ambas [escolas de Kick e Muaythai] como segunda família. Mas amor maior sempre foi pelo kickboxing.
PS: Como foram suas primeiras experiências competindo? Em quais modalidades já lutou?
WF: Lutei kickboxing k1 rules e jiu jitsu com kimono e submission em ambos desafios venci uma luta e perdi outra.
PS: Em que momento você decidiu que seria treinador?
WF: Aconteceu no decorrer de estudos, em seminários e pelo meu mestre que foi me incentivou a dar aula para ajudar o mesmo, afinal, é bom você passar conhecimento assim terá progressão.
https://www.facebook.com/CaveiraKick/videos/1588169254553631/
PS: Em agosto do ano passado, no texto de agradecimentos da primeira graduação da equipe, você citou “por tantas críticas e decepção que houve no caminho pensei em desistir” a que ou quem você se referiu?
WF: Hoje em dia temos muita mais gente para criticar do que ajudar. E quando você é líder não pode errar, pois sempre será um espelho para seus alunos. Críticas e decepções são constantes seja uma palavra mal dialogada ou quando você pensa que teria apoio de quem lhe disse ‘e precisar pode contar comigo’ acredito que é apenas uma frase que todos falam como se fosse uma gíria. Pois quando acontece algo ruim se você não estiver preparado, tudo acaba ficando pior. A decepção é quando você move montanhas, abre mão de várias coisas particulares e não reconhecido ou quando os alunos e atletas não enxergam que o trabalho é sério.
PS: Um dos lemas vocês carregam na Caveira Kickboxing é “amados pelos verdadeiros e odiados pelos falsos. Assim que tem que ser” uma frase de bastante impacto. Por que a escolha dessa frase?
WF: Pois já convivi com gente das pior espécie, que tinha o prazer de prejudicar ao próximo para ganhar mérito ou afirmar que o trabalho feito por terceiros era crédito dele. Então não preciso de vários amigos. Por isso o lema, o falso vai me odiar, pois não vou dar motivo para que ele fale de minha pessoa ou quem me rodeia. E os verdadeiros amigos vamos andar lado a lado.
PS: Você serviu no 2º Grupo de Artilharia Antiaérea. Quais os principais ensinamentos da carreira como militar você leva para a rotina de treinador?
WF: Inúmeros. Doutrinas da hierarquia e disciplina, o hábito de se policiar e corrigir constantemente, nunca desistir fácil, pensar sempre que há alguém em uma situação pior do que a que estou vivendo e tenho que servir de inspiração. Nunca abandonar um parceiro, sobre o valor da hombridade, respeito aos próximo e semelhantes. Quando estiver ‘na pior’ colocar sempre em mente para ter fé na missão. A vida é uma grande escola que aprendemos a cada dia, só quem viveu ou vive em missões reais sabe o valor da liberdade e em poder ter uma noite tranquila de sono.
PS: Para finalizar, gostaria que contasse qual principal sonho você realizou dentro do esporte e citasse algum que ainda pretende realizar.
WF: Eu penso muito no meus alunos e muitas vezes já abrir mão do meus sonhos para poder servir de exemplo a eles, mas sei que minha missão é formar pessoas do bem. Mas queria sim ter uma bela estrutura para dar o melhor para meus alunos que mesmo cansados ou chateados eu recompenso eles com grande abraço e dizendo estamos juntos, não vou te abandonar.

Aula de kickboxing ministrada por Wesley Fernando e Lucas Toledo (CT Taysão) dia 15 de março deste ano (Foto: Arquivo pessoal)
Se assim como Wesley Fernando você quer melhorar a qualidade de vida e defesa pessoal, junte-se a ele, todas as terças e quintas-feiras, das 20h às 21h, na Academia Superação, localizada na Av. Presidente Kennedy, 5.800, em Praia Grande.















