Super Girls: importância, melhor luta e demais resultados Quando se fala em Muaythai, a imagem dominante ainda é a dos homens, por se tratar de um esporte tradicionalmente regado de superstições que afastam as moças do âmbito de competição e treino, mas felizmente esse cenário está mudando. Com a garra e força feminina, elas cada vez mais conquistam seu espaço.
Uma prova disso é a crescente do envolvimento feminino nas artes marciais; seja por fins estéticos ou autodefesa. O número de praticantes mulheres cresceu tanto em todo País, que o Portuários Stadium se cedeu aos encantos do universo feminino, e passou a promover bimestralmente o Super Girls – evento dedicado às mulheres.
E, no último sábado (22) foi a vez delas em mais uma edição do evento, dominarem o ringue. Desta vez, dez combates amadores, que foram suficientes para fazer nosso estádio tremer. Quem esteve presente pôde apreciar o altíssimo nível técnico e agressividade das competidoras.
Assim como foi no duelo principal da noite, a cargo das atletas Vitória Soares, de 18 anos, representante da equipe Centro de Treinamento Cobra – CTC e a Gabriella Soares Ribeiro, de 21, que representa a Lukchang Muaythai. Uma luta dura, com duração de 5 rounds resultada em empate, eleita a melhor da noite pela AMTI.
No combate, Gabi iniciou colocando bons golpes de mão e chutes, frustrando o jogo de muaykhao da adversária. Mas, a partir do terceiro round Vitória começou a abafar andando pra frente e conectando joelhadas e cotovelos. Os últimos rounds foram marcados por conter ação o tempo todo, ambas colocaram o coração na ponta da luva e na finalidade de terminar a luta com o braço levantado – e foi o que aconteceu.
A atleta da Lukchang afirmou ter estudado a nakmuay da CTC, portanto o jogo de clinch não a surpreendeu “sabia que a Vitória viria para o clinch, mas como fomos avisados com antecedência do combate, estava alinhando bastante o jogo para na hora do show conseguir me virar bem e desenvolver um bom trabalho”, declarou Gabi. Já Vitória, que vive o Muaythai há seis anos, independente da adversária encara os treinos “intensos, cansativos e proveitosos” da mesma maneira.
Vitória que acompanhou a evolução do esporte declarou que foi alegria imensa após três anos sem lutar participar de um evento feminino “cada um ali tem uma porcentagem de contribuição para que o Muaythai feminino cresça cada vez mais”, afirmou a lutadora.
Sem dúvidas, as guerreiras que protagonizaram os combates do dia 22, justificaram porquê se deve investir no Muaythai, essencialmente no feminino. Bem como a loja Divas Bolsas – acessórios e moda feminina – patrocinadora oficial do “Super Girls”, que acreditou no potencial das atletas e as presentearam
Ainda há muito para ser feito para que o Muaythai alcance a equivalência social entre homens e mulheres, apesar disso, o Portuários Stadium segue na luta de conceder os mesmos direitos, deveres, privilégios e oportunidades para ambos gêneros.
Confira os resultados das lutas:
Super Girls, 22 de julho Giovana Souto (Tubarão Team) venceu Thais Santos (GuaruFight) por decisão; Priscila Tayar (Galheta FT) empatou com Bárbara Aguiar (Pedro Novaes); Mariana Scombatti (Coliseu) venceu Leticia de Paula (Cobra Kam) por decisão; Tais Trator (STT) venceu Bruna Souza (Foguinho Thai) por decisão; Isis Giangiulio (Tubarão Team) venceu Kelly Ottoni (Kelly Ottoni) por decisão; Silmara Silva (Monster GT) venceu Fernanda Menezes (Cazolari) por decisão; Giulia Lana (Lukchang) venceu Emely Blumer (GuaruFight) por decisão; Yuly Yves (Adaylton MT) venceu Ana Lúcia (Team Wolf) por decisão; Maria Eduarda (Galheta FT) venceu Vera Lucia (Inside Impactus) por decisão; Vitória Soares (CTC) empatou com Gabriela Ribeiro (Lukchang).

















