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Como escolher uma academia na Tailândia e como eu vim parar aqui

Oi gente, tudo bem?

Tenho recebido várias mensagens me perguntando o porque eu mudei de academia e porque eu vim parar aqui.

Resolvi então, escrever um post contanto o porquê e aproveitarei também para levantar alguns tópicos que julgo serem importantes caso tenham dúvidas de onde treinar na Tailândia.

Bom, o meu caso foi o seguinte:

Se você me acompanha aqui já deve ter lido essa história. Desculpa a repetição, aconselho a pular algumas linhas! Haha!

Num simples resumo: há 2 anos eu fazia um mochilão pelo mundo e um dos lugares que visitei foi Koh Samui. Fiquei 1 semana e simplesmente me apaixonei por lá.

Treinei no Nuch Muaythai porque meu então treinador já tinha treinado com ele. Este foi o motivo da escolha naquela época.

Quando visitei o Phetchbuncha Stadium, daquela vez em Samui, decidi que também queria lutar.

Deixei a Tailândia prometendo pra mim mesma que um dia eu moraria e lutaria nesta ilha.

Juntei dinheiro e voltei.

Mas eu sabia que eu não queria voltar a treinar no mesmo campo. Nessa época eu já era amiga do Thiago Teixeira que morou anos em Samui e treinou na Lamai Muaythai, também conhecida como WMC. Uma academia que é sancionada pelo World Muaythai Council e que fez campeões mundiais, como o Thiago, não poderia ser ruim.

Pesquisei mais, olhei o entorno e resolvi ir pra lá.

Confesso que me decepcionei com o treino. Eu ouvia as histórias do Thiago e percebi que alguma coisa ali tinha mudado.

O Thiago me falava que eu ia clinchar muito. Eu não clinchei quase nada, e isso é uma das coisas que eu mais quero aprender aqui: tanto a técnica, quanto seu julgamento.

Eu amei estar lá, eu amei o lugar, os amigos (leia-se família) que eu fiz e, principalmente, eu amei meus treinadores.

Mas além dos treinos não serem exatamente como eu esperava, eu não conseguia arrumar luta por lá.

A meta de lutar 2 vezes ao mês caiu pela metade e depois de 4 meses eu constatei que eu precisava mudar.

Foi muito dolorido tomar essa decisão, MUITO.

Lembro que eu estava há alguns dias pensando sobre isso, mais foi assim que acabei tomando a decisão: eu estava meio mal, sentada no ringue fora do horário do meu treino e um dos treinadores, o Jack, sentou ao meu lado e falou: “Paula, você parece triste…”

Nossa, foi foda. Comecei a querer chorar. Respirei fundo e falei: “Sabe, eu não tenho luta aqui. Eu tenho que me mudar.”
Rolou aquele silêncio… e ele concordou: “Eu te entendo.”

O Jack é um dos caras que mais quer meu bem. Para vocês terem ideia, ele já até me pediu pra ser meu córner.

Então aquele silêncio foi um misto de tristeza com um toque de “vá buscar o que é seu, minha filha!”

Desse dia até deixar Samui, foram uns 10 dias chorando. Juro.

Quando contei pro meu treinador então, o Oh, meu coração se partiu em pedaços.

Eu já tinha ouvido conselhos de pessoas muito mais experientes como o Edson Souza ou o Leonardo Sessegolo: “Não se apegue ao seu treinador aqui, estar na Tailândia não é pra isso.”

Enfim, a burra aqui se apegou e junto com ele, decidimos que era melhor eu deixar Samui.

Quando cogitei vir pra Phuket, ele tomou a iniciativa de falar com um ex treinador dele, campeão do canal 7, Saenganun Lookbanyai, para me receber e cuidar de mim.

Então, juntos, decidimos que eu viesse treinar na Phuket Dragon Muaythai.

Dragon Muaythai em Phuket

O que eu ouço dizer é que os treinos da Phuket Fight Club e da Singpatong são os mais fortes por aqui. Poderia ter escolhido estas por esse motivo.

Poderia também ter escolhido uma academia mais barata, ou com mais tailandeses.

Mas, nesse caso, outro motivo bateu mais forte.

Eu estou aqui apenas para aprender muaythai, não tenho pretensão alguma em ser campeã de nada.

Então preferi vivenciar o que é vir para a raiz daquele homenzinho que me treinou por mais de 4 meses com toda paciência e amor.

Nesse caso então, não sei o quanto eu escolhi ou se eu fui escolhida pra vir pra cá.

ALGUNS PONTOS A SEREM CONSIDERADOS NA HORA DE ESCOLHER UMA ACADEMIA

  • O que você pretende com sua vinda

Eu também recebo muitas mensagens perguntando sobre gastos na Tailândia e eu sempre respondo que tudo depende do que você quer. A primeira grande pergunta que você tem que fazer pra si mesmo é: O que eu quero

Conheço gente que gasta com contas fixas algo em torno de 450 reais por mês e tem gente que gasta 2.500 ou mais.

Isso porque se você vier para lutar e ficar por algum tempo, você pode achar uma academia que te patrocine.

Se não, vai ter que pagar e caro. A mensalidade gira em torno de uns 800 reais por mês.

Mas o que eu quero com esse tópico é que você pense o que quer fazer aqui. Ser um campeão? Procure uma academia que faça campeões, que ofereça treino duro e bons parceiros.

Academia muito comercial recebe praticantes do mundo inteiro com diferentes níveis, às vezes com bagagem mais de K1 do que de muaythai e que vai ficar pulando na sua frente na hora do sparring.

Lembro de ficar um pouco incomodada em ter que treinar com lutadores de MMA que estavam passando por Samui, e foi aí que eu entendi que quanto mais comercial ou conhecida a academia for, mais chances de não ter bons parceiros de treino.

Se você quer apenas vir treinar nas férias e também visitar pontos turísticos ou sair a noite, sem problemas, considere isso também. O importante é ser sincero consigo mesmo!

Talvez nesse caso, uma academia mais comercial seja bom, os treinadores entenderão melhor sua ausência quando não quiser aparecer e você provavelmente já achará seus amigos de balada por lá mesmo.

Outro perfil comum de se encontrar por aqui são treinadores que vem com o intuito de conhecer academias, tipos de treinos e até as diferenças técnicas que elas têm. Esses normalmente,  acabam optando por fazer um giro pela Tailândia e visitar várias.

  • Onde você quer morar

Continuando o pensamento do tópico anterior… o que você quer? Quer sossego? Pesquise como é o entorno e se quer morar na praia ou numa cidade grande.

Pensa que a dupla jornada de treino diário vão sugar muito de você, no começo talvez você prefira não saber do entorno e sim da sua cama, haha!

Mas uma hora é bom sair um pouquinho da vida de muaythai  para respirar.

Também, não é uma regra 100%, mas em Bangkok é comum encontrar um treino com uma metodologia mais tradicional e nível mais alto de lutas.

No sul, nas ilhas, existem academias mais comerciais, mais turísticas. Como falei acima, não é uma regra 100%.

No norte e nordeste pode encontrar treinos fortes como de Bangkok e pode aproveitar mergulhar na cultura, já que provavelmente você irá conviver mais com os tailandeses.

Olhem também como é o cenário das lutas. Meninas eram inexistentes em Samui, se eu soubesse disso antes, talvez não teria ido pra lá.

  • Bons promotores e plano de carreira

Se você vier pra lutar, vale checar se a academia tem um bom promotor ou bons contatos para oferecer boas lutas. Fazer campeão dá trabalho, nem todas as academias estão interessadas nesse trabalho. Fique atento, para algumas, lucrar com aluno comercial ou agendar uma luta fácil para um lutador que está passando é muito mais negócio.

Às vezes também é bom checar se o ginásio tem alguma exclusividade com algum estádio. O que contribuiu também para que eu lutasse menos em Samui foram questões políticas. A gente lutava quase exclusivamente no Samui International Stadium, então eu não podia lutar com as meninas que lutavam no Phetchbuncha, por exemplo.

  • Quanto pode gastar

Obviamente, além da mensalidade da academia, você terá outras despesas. Se o dinheiro estiver curto, academias mais caras podem ser riscadas da lista. E, normalmente, preço de aluguel e comida são mais caros em cidades turísticas como as praias. Chiang Mai e Isan podem ser opções mais baratas.

  • Quer academia de “brasileiro”, quer ficar sozinho, quer treinar com tailandeses…

Bom, por incrível que pareça, na Tailândia você pode encontrar academias que tem mais estrangeiros que os próprios tailandeses.

Na WMC, por exemplo, os únicos tailandeses eram os treinadores.

Se você faz questão de vir para cá para treinar apenas com tailandeses, lá não seria uma boa opção.

E caso você tenha algum receio de vir para cá por não saber falar outro idioma e acha mais confortável ir para academia que tem muito brasileiro, tudo bem também.

Entender muaythai é difícil, leva tempo. Imagina se você não entende o que te falam, vai demorar mais tempo ainda!

Eu mesmo tô penando para entender o que os tailandeses da Dragon querem me dizer.

Um deles toda hora fala pra mim: “Back work, back work” (que, inicialmente, eu entendia bagwork, ahn???), e eu não tenho a mínima noção do que ele quer dizer algumas vezes.

Em alguns dias de convivência, já entendi que uma das coisas que isso quer dizer é: “vai um pouco pra trás pra ajustar a distância” e outras vezes é “alongue as costas.” Mas tem outros contextos que ainda não faz sentido nenhum pra mim.

O que eu quero dizer com isso é que às vezes estar num ambiente que você entenda a língua pode ajudar a entender o muaythai mais rápido.

Para mim, estar sozinha sempre vai ser uma das primeiras opções. Sei lá, eu gosto do desafio de ter que me virar. Mas não pense que é sempre fácil pra mim.

Ser mulher e sozinha é muito difícil, ainda mais em ambientes machistas como academias na Tailândia. Assédio é coisa comum, por isso, meninas, fiquem atentas!

  • Quer treinar com um treinador específico

Esse tópico é fácil. Se você tem algum treinador com quem quer treinar, já ajuda bastante a escolher!
Vale também para lutador. Se tiver algum lutador que você quer conviver nos treinos, pode ser um motivo de escolha.

Atenção: treinar na mesma academia que um lutador X, não quer dizer que você vai treinar junto com ele. Às vezes, o treino pode ser separado ou ele pode estar fora para uma competição.

Ir para a Yoakkao não é garantia que você treinará com o Saenchai
  • Quer treinar algum estilo específico

Existem academias que tem como marca algum estilo de luta. Assim como para todos os outros tópicos, uma busca no google pode te ajudar a encontrar uma academia que desenvolve o jogo que mais te interessa.

  • Higiene

Academia nunca é o ambiente mais higiênico, aqui então, tanta gente de tantos lugares do mundo com diferentes vírus ou sei lá o que, suando, clinchando… mas é importante ter um mínimo de higiene para ficar o menos doente possível.
Ficar doente aqui é quase 100% de chance. Mas o quanto e quantas vezes ficar doente tem que ser considerado para que você aproveite melhor sua estadia.

  • Atmosfera

Puxa, quem não prefere treinar num ambiente agradável, calmo, feliz?

Mas isso não tem como saber antes de chegar. Por isso pesquisar ou ouvir relato de amigos, atletas e blogers pode ajudar.

Eu, por exemplo, acho o clima da WMC muito mais descontraído e leve, a Dragon parece mais “triste”, não sei. 

Algumas academias oferecem pacotes mensais mais em conta que pagamentos diários ou semanais, por isso é comum chegar aqui com uma academia já paga.

Mas as vezes vale mais a pena chegar, conhecer e aí sim decidir se vai ficar ou não.

 

Gostou das dicas? Compartilhe, comente.

Se quiserem posso desenrolar mais esse assunto em outro post. Assim nesse não fica tão cansativo (se já não ficou!).

 

Um beijo,

Japa.

 

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